Focas em Ação

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31/5/09

UNIVERSIDADE É…

Universidade. Confesso que morria de medo dessa palavra, aliás, desse lugar. Antes de entrar pra uma pensava ser um outro mundo, algo surreal, algo dificílimo, onde as pessoas não são mais amigas umas das outras como no colégio, mas sim ficam concorrendo e competindo umas com as outras o tempo todo. Agora que estou a pouco tempo pra me formar posso dizer com convicção: universidade é um outro mundo mesmo, um lugar surreal, porém, um lugar mágico, incrível, surpreendente.

 

Universidade é acima de tudo aprender a conviver com os mais variados tipos de pessoas; de roqueiros muito roqueiros, passando pelo pessoal que faz o estilo “paz e amor”, as “patricinhas” e “mauricinhos”, o povo alternativo super estiloso e assim por diante, na universidade tem de tudo. Universidade são turmas lotadas em começo de período, quase vazias no meio e surpreendentemente cheias nos dias de prova, ao ponto de nos depararmos com pessoas que temos certeza que nunca vimos por lá; universidade é chegar atrasado às aulas; é matar aula pra ficar de papo na porta da classe ou pelo campus mesmo; é ter o e-mail e o celular dos professores pra ligar a qualquer hora; é ter um professor como ídolo e odiar outros; universidade é texto, muito texto pra ler; universidade é xerox, muita xerox; universidade é não ler nem metade dos textos que deveria; universidade é aquele lugar que às vezes parece shopping no Rio, cheio nos dias mais nublados e menos concorrido nos dias de sol; universidade é fila no elevador, na lanchonete, na xerox, nas secretarias.

 

Universidade é ter uma aula por dia, é ter dia sem aula, é ter todos os tempos cheios e ainda precisar escolher qual matéria fazer, é correr de uma sala pra outra, às vezes de um prédio pra outro; universidade é ter dias de completo estresse e outros de total relax; universidade é carregar a mochila cheia de livros ou levar apenas o celular e a caneta no bolso; universidade é passar noites e madrugadas estudando; universidade é deixar pra fazer o trabalho em cima da hora, é trabalho em grupo pelo msn; universidade é xerox, muita xerox; é vir estudando no ônibus, trem, barca, metrô, carro, seja como for; é ver as filas das xerox imensas nessas épocas de prova; é não ter tempo pra nada, mas fazer uma social no bar; universidade é bar, daqueles bem pé sujos, é choppada, é socilazinha seja onde for; universidade é angústia por estágio, é felicidade quando encontra um; universidade é almoçar qualquer besteira ou até comer de marmita.

 

Universidade é dar muitos “bom dias”, muitos “ois”, muitos “tchaus”; universidade é xerox, muita xerox, já falei isso, né?!?, mas é que são muitas mesmo; universidade é conversar sobre política, economia, futebol, o filme da sessão da tarde, o desenho animado preferido, sobre o preço do dólar, sobre o Big Brother, o galã da novela da 6 ou como a vilã das 8 é má; universidade é raxar o biscoito, o refrigerante, a bala; universidade é fazer planos, é querer viajar, fazer intercâmbio, sonhar com a pós, com o mestrado, doutorado, ou apenas ganhar logo o “canudo” pra agradar a mamãe, o papai e a vovó; univesidade é aprender a amar a profissão que escolheu ou ter certeza que não era isso que você queria.

 

Universidade é fazer amigos, de infância mesmo, é fazer amigos só pra falar quando está lá e no máximo pelo orkut, é ter colegas, e se seu curso for jornalismo, “coleguinhas”, é ter aqueles conhecidos pra quem você sempre pergunta como vão as coisas e que te socorrem quando você falta a aula e seus amigos (os de infância) também faltaram; é fazer contatos, muitos contatos; universidade é conversar horrores durante algumas aulas e prestar uma atenção absurda em outras; é ter caderno mas não ter a matéria copiada, é anotar até que o professor espirrou a tal hora; universidade é xerox; universidade é compartilhar segredos, fofocas, historinhas, angústias, sonhos, medos, tristezas, alegrias, risadas, é dar muitos, muitos abraços; é pegar vários, ou várias; é encontrar o amor da sua vida.

 

A universidade foi pra mim o começo da vida adulta, a certeza de que eu quero mesmo seguir na profissão que escolhi, foi o lugar onde fiz grandes amigos, amigos, colegas, coleguinhas e contatos. Universidade foi o lugar onde mais me senti em casa desde que saí do colégio; universidade deixou de ser meu pesadelo, universidade vai ser um dos lugares dos quais mais vou sentir falta quando acabar. Universidade é lugar de intelectual, mas também de vagabundo. Universidade é xerox, muita xerox.

Camila Lopes

criado por focasemacao    19:35 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

ENCONTRO MARCADO

 

Tarde de sábado. O dia cinco foi um dia atípico. Depois de tanto enrolação, marcou-se finalmente o tão esperado “churrasco da faculdade”. Lugar? Tomás Coelho. Ninguém sabia chegar.

Na sexta-feira, véspera, estávamos todos nós reunidos na sala de aula discutindo como chegar ao local. Cada um saindo de um canto diferente da cidade, sem saber onde marcar um ponto de encontro (por falta de pontos em comum), qual ônibus pegar, e nem mesmo onde saltar. Depois de quase uma hora de discussão, nos separamos em grupos e decidimos nossa ida àquele lugar até então desconhecido pela maioria.

O sábado chegou e, com ele, o grande evento. Difícil acreditar mas, incrivelmente, tudo saiu como o planejado e conseguimos todos chegar na hora marcada. Entre uma carne e outra, brincadeiras, danças e fotos, muitas fotos e vídeos. Comemos, bebemos, dançamos e a diversão foi completa. Talvez tenhamos deixado alguma má impressão perante os donos da casa, não sei. Mal de universitário: Achar que todos devem compartilhar da mesma opinião que nós e considerar sempre, ou quase sempre, nossos atos válidos. Apesar de bem comportados e muito alegres, a opinião que vem dos pais de um amigo, só aquele amigo vai saber.

Depois de tantas risadas, o sábado chegou ao fim, deixando em mim e em todos que ali estavam, planos de marcarmos encontros continuamente. De uma coisa temos certeza: Sabemos nos divertir. Resta-nos saber se algum dia teremos uma capacidade de organização que consiga acompanhar tais planos.

Mariana Mello

criado por focasemacao    18:00 — Arquivado em: Sem categoria

TEM MUITO ‘blábláblá’ ATÉ EU CONSEGUIR CHEGAR LÁ

 

Rotina. Qualquer rotina, por melhor que seja, é estressante. Tudo acaba “caindo” na mesmice, a não ser que haja um fator que inove, incentive a mudança. No início do ano de 2007, quando estava no 3º período da faculdade, esse “fator” surgiu para mim. Arrumei um estágio. E na minha área de atuação! É interessante ressaltar esse fato, pois quando você se dirige a essas empresas de encaminhamento para estágio e diz que faz Comunicação Social, acontece uma situação que sempre se repete. Te oferecem, em geral, um estágio em telemarketing. Sei que para ocupar um cargo neste setor é necessário ser comunicativo, mas não necessita que se esteja cursando Comunicação Social, mesmo que muitos colegas se submetam a tal condição.

A minha sorte foi que no final do ano de 2006 fiquei sabendo, através de um amigo da faculdade, que abriram vagas para estagiários de Comunicação Social nem dos setores da Universidade que estudo. Eu e alguns amigos nos inscrevemos e, no início do ano seguinte, recebemos a resposta de que fomos aprovados. É possível notar que se dependesse dessas tais empresas, não encontraria tão cedo um estágio em minha área de atuação.

Ter um estágio é muito bom para que se possa desenvolver os conteúdos aprendidos na faculdade, além de ganhar sempre novos conhecimentos. Com isso, vejo que cada vez mais não sei nada. “Quebrei” de vez a rotina e adquiri uma nova, por sinal muito mais agitada, pois sempre há várias tarefas que vão se acumulando ao longo da semana. Não reclamo de nada, pois tudo o que aconteceu comigo até agora só foi bom.

O ambiente de trabalho era muito agradável. As amizades que fiz são ótimas, nos divertíamos bastante, temos um entrosamento que parece que foi conquistado ao longo de muitos e muitos anos. Mas é um engano. Nos conhecemos todos na faculdade, e ao longo dos semestres fomos nos falando mais. Entre nós, os “micos” estão sempre presentes. Não tem nem como começar a contá-los pois não conseguiria terminar tão cedo esta crônica.

Parando para pensar em tudo o que já ocorreu ao longo dos semestres, lembrei que não era só de “flores” que era feita minha caminhada naquele semestre. A grande questão que também gera estresse são as aulas. Melhor dizendo, alguns professores. Constantes desentendimentos entre os alunos e os professores podem ser observados em algumas disciplinas. Em certas aulas, qualquer incompreensão do que se estava falando é motivo para “soltar os cachorros” e partir para a discussão.

Certos ou errados, esse é um fator que causa uma turbulência na turma. Todos nós temos problemas, mas se cada um resolver descontar suas preocupações, suas indiferenças pessoais, chega-se no que encontramos: caos total. É até certo ponto aceitável que se tenha dias em que acordamos com mau-humor, mas isso não é motivo para que ao primeiro sinal de discórdia descarreguemos tudo em cima de uma pessoa alheia a toda situação pessoal a qual cada um vive. Se tudo continuar transcorrendo como está, daqui a pouco, só faltará um indivíduo se levantar do seu lugar e partir para cima de outro, já dando uns socos e pontapés.

Espero que todos consigam controlar suas iras para que este ano possa acabar calmo, já que é o nosso último ano de faculdade. Podemos terminar gargalhando, cada um com seus motivos, mas independente disso, que possa ser aproveitada a parte boa de toda essa nova experiência.

Luciana Russo

criado por focasemacao    16:40 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , ,

EU SOU CARIOCA

 

        Outro dia fui assaltada. Estudante de jornalismo. 20 anos. Classe média. Sempre estudei em colégio particular. A universidade, infelizmente, também é particular. Flamenguista apaixonada pelo Maraca. Não sou de farra. Não sou da night. Se os amigos chamarem até topo um baile funk. Não dispenso um samba. Carioca, sabe como é, né?!? Ano passado estive pela primeira vez numa quadra de escola de samba. Só este ano conheci a boemia da Lapa e fui “até o chão” num baile funk. Jornalista tem que conhecer essas coisas. Sempre saí de carro com o papai e de ônibus com a mamãe e a irmã. Há alguns meses comecei a encarar o centro da cidade sozinha. Estágio novo, o primeiro fora da segurança da faculdade. Pra que contar isso tudo se a crônica sobre o dia em que fui assaltada? Pra mostrar que pra ser considerado brasileiro e principalmente carioca o indivíduo precisa de alguns requisitos:ir ao Maracanã, ao samba, à Lapa e o mais importante, ter sido assaltado. Pronto, finalmente completei o ciclo.

 

Vocês devem estar pensando “ela deve ter sido assaltada numa dessas saídas”, “olha o lugar que ela diz frequentar…”, “é flamenguista e vai ao Maracanã, deve ter sido algum dos bandidos da torcida do Flamengo” . Não, não, não. Nada disso. Fui assaltada no metrô. Meio de transporte bonito, em que até executivos andam, esse mesmo.

 

Na verdade eu fui furtada, apesar de para mim a diferença entre assalto e furto se resumir ao lugar em que cada palavra se encontra no Aurélio porque nos dois casos nos tomam algo. Voltando a “historinha”. Eram 5 e pouca da tarde quando cheguei à estação da Uruguaiana, como sempre faço entrei na fila para comprar um bilhete da integração metrô-trem que custa R$3,60. Pois bem, bilhete na máquina e cartão do trem no bolso embarquei no metrô completamente lotado (como de costume, aliás). Eu não sei se vocês já andaram de metrô a essa hora, mas do jeito que você entrou, você fica. Se estiver ajeitando o cabelo, vai ficar com a mão pro alto; se estiver olhando pra baixo, nem adianta querer mexer muito a cabeça; e estava eu com uma mão segurando a bolsa e a outra tentando me segurar em um dos ferros. Naquela confusão senti alguém mexendo no bolso de trás da minha calça. A princípio pensei “deve ser impressão minha, tá cheio aqui, alguém deve tá tentando se acomodar melhor”, foi quando me dei conta que a pessoa estava insistindo naquilo e meu segundo pensamento foi “que droga, tem alguém passando a mão na minha bunda” (me desculpem o vocabulário, mas foi o que pensei). Foi então que decidi tentar chegar um pouquinho para o lado, mas a pessoa cotinuava. Com muita dificuldade abaixei a mão e a pus no bolso e pra minha surpresa: onde estava meu cartão do trem?!?!? Isso mesmo acreditem, tinham me roubado o cartão do trem. Minha primeira reação foi dar uma risada, aquilo não podia ser verdade. Um cartão de trem roubado, e era unitário, nem era daqueles com várias passagens. Olhei para o lado, vi que um rapaz me observava e quando o encarei ele desviou o olhar. Tinha sido ele. Olhei mais uma vez e dessa vez ele abaixou a abeça. Estava certa, tinha sido ele. Pensei em gritar. Gritar pra quem? Gritar o quê? “Roubaram meu cartão!Roubaram meu cartão!!!”. Me perguntariam “cartão do banco?cartão de crédito?” e eu responderia “não, a passagem do trem”. Com certeza as pessoas iam rir de mim e nada fariam.

 

Conferi se meu pendrive que estava no mesmo bolso estava lá. E estava. No outro bolso meu celular também intacto. O “bandidinho” só tinha roubado isso mesmo, um cartão de trem. Provavelmente não conseguiu alcançar os outros objetos. Provavelmente iria procurar outro bolso, ou bolsa se tivesse mais sorte, para roubar. Afinal ele não tinha nada a perder. Provavelmente, assim como eu, a próxima “vítima” não reagiria. Como eu disse, ele não tinha nada a perder. Ali só havia trabalhadores, gente voltando pra casa depois de um dia cansativo de trabalho, gente que também não teria muita coisa nos bolsos. Quem sabe alguns trocados ou um celular seria o saldo final daquele cara. Repito, ele não tinha nada a perder.

 

Quando dei por mim já estava na Central do Brasil. Já ia descendo quando um homem me pediu pra ajudar um  senhor cego que iria pegar o trem. Eu estava revoltada, pensei em não ajudar, mas como podia negar ajuda num caso daqueles e respondi “sim, claro”. Ainda bem que aceitei porque foi aí que percebi que ainda há gente de bem no mundo e que o Rio é um lugar de gente boa. Eu precisava contar pra alguém o que havia acontecido e me queixei para o senhor “acredita que me roubaram a passagem do trem?” Foi quando ele me respondeu “não tem problema, minha filha, eu tenho direito a passar com um acompanhante, como você me ajudou vai até a roleta comigo e passe também”. Fiquei surpresa, não sabia o que responder. Parecia que etava me aproveitando do velhinho. Eu disse “imagina, não precisa, eu deixo o senhor lá e vou pra fila”, mas ele insistiu “não precisa ficar com vergonha, é meu direito passar com um acompanhante”. E eu fui, né, já estava atrasada para minha aula de espanhol porque neste dia havia saído mais tarde do estágio. O motivo? Estava participando de uma manifestação pela paz, isso mesmo, pedia paz no dia em que fui vítima da violência urbana. Pedia paz porque uns dias antes o Rio, cidade maravilhosa, de praia, carnaval e futebol, chorava a morte de mais um João, um menino de apenas três anos morto em mais uma ação equivocada de nossa polícia. O “bandidinho” nada de me fez, graças a Deus. Mas poderia ter feito, afinal, bandido (ladrão de “galinha” ou de milhões, que esconde o rosto ou que usa farda, o que é chefe da “boca” ou o que tem conta na Suíça, não importa)  não tem nada a perder! Agora, posso dizer que de verdade “eu sou carioca”.

Camila Lopes

criado por focasemacao    12:05 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

FENÔMENOS?

                                        

                             

 

               

               O que é um fenômeno, na verdade?

               Ao longo de nossa vida vemos vários exemplos do que pode responder essa questão; mas, algumas correntes tentam nos provar o contrário do que aprendemos. De antemão podemos citar os fenômenos naturais, como: a chuva, terremotos, furacões, entre outras manifestações da natureza. Existem fenômenos que tocam e impressionam até os mais desapegados a sentimentalismos; como por exemplo, um trabalhador que é cidadão pagador de seus impostos, residente em um certo país que promete a muito ser aquele do futuro, mas que estipula R$465,00 como salário mínimo e esse ainda consegue durar, sabe-se lá como, até o final do mês. É mesmo quase como um desafio fenomenal.

              Nos dias atuais temos de conviver com ideias surreais que nos empurram nas manchetes de forma insistentemente e cansativas de que os fenômenos podem ser exemplificados em algumas figuras ultrapassadas de atletas, que foram exponenciais em tempos idos, mas que sem a intenção de não mencionar sua glória outrora, significaram, no passado, suma importância na construção da imagem do que se pode chamar de “o melhor futebol do mundo”. Mas que infelizmente hoje, parecem mais com vitrines para grandes empresários promoverem suas logomarcas fenomenais do que com a imagem que se exige de um “atleta”.

               Futebol esse que é um exportador de craques, com clubes de tradições e torcidas enormes, mas com poucos sócios pagantes para manter sua grandeza e consequentemente o orgulho dos seus torcedores. Daí se precisa de patrocínio empresarial, o que não é errado; só é estranha a forma como é administrado esse investimento. E é o torcedor assalariado que mantém essa indústria, em um ciclo, pois paga caro para ir ao estádio com sua família e amigos, e que além de torcer para não encontrar violência no local do evento, ainda não sabe se existe algum tipo de conspiração contra sua pessoa. Pois ninguém explica como a folha de pagamento dentro do campo continua sendo milionária pelo que se vê nos patrocínios, e o time continua mal; enquanto prevê que seu salário, investindo parte desse em sua principal diversão, que é o futebol, continuara mínimo. Manter o orgulho e o otimismo, sem desistir de torcer por dias melhores mediante a tanta diferença, é o que se pode chamar de fenômeno, o resto é só alguém forçando a barra para emagrecer.

 

 

 RENATO MORAES

 

criado por focasemacao    11:37 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

29/5/09

O Maraca é nosso AhA uHu . . .

 

 

Era dia 22 de março de 2009, um domingo nublado, no Rio de Janeiro, quando eu me preparava para ir a um jogo de futebol. Vasco e Flamengo se enfrentariam pela quarta rodada da Taça Rio, segundo turno do campeonato Carioca. A partida estava marcada, como de costume, para o Maracanã.

Chegando ao estádio era possível perceber o clima vibrante de todos os torcedores. No interior faltando uma hora para o início do jogo, o estádio já estava lotado com uma grande festa, uma festa mágica que só o Maracanã, junto com o carioca poderiam produzir. O Vasco venceu o Fla por 2 a 0, mas o que ficou marcado foi o grito das torcidas, as bandeiras, as fantasias e tudo o que a criatividade proporciona quando se vai ao Maracanã, uma das maravilhas históricas do Rio de Janeiro.

 Estádio Mário Filho, Maracanã para quem conhece ou “Maraca” para os íntimos, já foi considerado o maior estádio do mundo, sendo ainda o palco mais charmoso do futebol brasileiro, inaugurado em 1950 para Copa do Mundo daquele ano. O Brasil perdeu a final do Uruguai, no famoso “Maracanazo”, mas a maioria das imagens que vemos nos arquivos, não é de gols e sim dos torcedores maravilhados com espetáculo proporcionado pelos jogadores, é bem verdade que magia mais forte daquela Copa foi a surpreendente vitória da “celeste”, mas isso não importa.

Nas décadas seguintes o “Maraca” se tornou palco de grandes duelos, em especial entre os times cariocas. Grandes finais ficaram eternizadas no “ex-maior do mundo”: O gol de Rondinelli, o Deus da Raça, a cinco minutos do fim da partida, que deu o título carioca de 1978 ao Flamengo e o golaço de falta de Petkovic, este já em 2001, selando mais um tri-campeonato rubro-negro, o gol de Tita que tornou o Vasco campeão do Rio em 1987 e o de Cocada, único jogador a entrar em uma partida aos 43 minutos do segundo tempo, marcar um gol de título aos 44 e ser expulso aos 45, que garantiu o bi-campeonato carioca ao Gigante da Colina em 1988. Em 1989 o Botafogo já vivia um jejum de 21 anos sem títulos, quando Maurício marcou um gol polêmico, mas que garantiu o caneco para o alvinegro e, por fim, o tricolor das laranjeiras ganhou o campeonato brasileiro de 1984 derrotando o Vasco.

O estádio perdeu o seu título de maior do mundo na época das reformas.  Em 1999, quando foram instalados assentos nas arquibancadas para o mundial de clubes de 2000, a capacidade foi reduzida para a pouco mais de 100 mil pessoas.

Obras também foram realizadas entre 2005 e 2006 para realização dos jogos Pan-Americanos de 2007. O êxtase dos jogos no Rio, sem dúvida, foi a conquista do torneio de futebol pela seleção feminina, com uma senhora goleada de 5 a 0 nos Estados Unidos, em pleno Maracanã.

O último jogo no estádio Mário Filho já está marcado, será entre Flamengo e Grêmio dia 6 de dezembro…calma! Não é para sempre. Nova reforma será feita no estádio, dessa vez para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Segundo Márcia Lins, Secretária de Turismo, Esporte e Lazer do Rio o “Maraca” ficará fechado por três anos. Serão três longos anos de espera pela volta do nosso “maior do mundo”.

O Maracanã vai voltar para ser o palco de mais uma final de copa do mundo e garantir muitas emoções aos torcedores, principalmente os cariocas que são os únicos que podem cantar com propriedade: “O maraca é nosso aha uhu…”

João Silverio

criado por focasemacao    22:58 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

SE EU NÃO FALAR, COMO COMENTAR?

 

 

Há sempre três assuntos que podem fazer parte de qualquer conversa: futebol, religião e política.  Religião pode ser complicado conversar, pois cada um tem seus credos, crenças e preceitos. Se entrarmos em discussão fervorosa, podemos perder muitas amizades e até arranjar alguns inimigos.

Política também caminha pelo mesmo caso. Cada um tem seus ideais para si, são sempre corretos, os melhores, os únicos que prestam. Muitas vezes, para não dizer quase sempre, não vale a pena discutir sobre o que só vai nos fazer exaltarmos e no final “tudo acaba em pizza”, mas nem sempre para nós.

Ah, o futebol… Futebol é sempre futebol! Assunto para “puxar papo” com alguém, para interagir com todos, para estabelecer uma forma de comunicação entre pessoas de locais e línguas diferentes. Ele, o futebol, está sempre presente.

Futebol não é só um esporte, é também uma arte, uma forma de manifestação de sentimentos (bons e ruins), de aproximação de pessoas e até de causar discórdia e gerar uma briga entre indivíduos.

Todos sabem falar de futebol, seja contra ou a favor. Seja superficial ou profundamente. Seja jovem, velho, homem ou mulher. Em qualquer roda de amigos,  ou até mesmo no trabalho, há sempre alguém para “puxar” um assunto de futebol. Para a alegria de muitos e tristeza de outros, ele veio para ficar, mesmo que muitos ainda tenham que brigar.

Meus pais sempre disseram “Filha, não brigue por besteira. Há três assuntos que às vezes é melhor nem opinar: política religião e futebol.” O último, vejo que é difícil não comentar, que dirá não se apaixonar?

Mas, que futebol é futebol vocês vão ter que concordar…

 

 

Luciana Russo

criado por focasemacao    20:16 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , ,

28/5/09

SUBMUNDO DA MÚSICA BRASILEIRA

 

          Existe um movimento cultural importante acontecendo debaixo do seu nariz e é bem provável que você ainda não tenha se dado conta, ou até mesmo nunca tenha ouvido falar; até por uma questão de pouca mídia em torno de eventos deste gênero.

         Quando se fala em MPB lembramos, sem tirar o mérito, de celebridades clássicas, como: Chico Buarque, João Gilberto, Tom Jobim, Elis Regina…; quando se fala em Samba: Bete Carvalho, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão…; e hoje a sua tarde de Domingo que você tira para descansar a sua mente estressada de uma semana de trabalho, se preparando para o recomeço da batalha pelo pão de cada dia; programas para quem não pode pagar uma TV a cabo, te enchem de coisas “interessantes” como outros “ritmos, batidas e pulsações” repetitivas, recheadas de letras “inovadoras” fazendo apologias à coisas “construtivas” como: armas e drogas;  e ainda com vozes “inconfundíveis” que se reconhece pela insistência desafinada.

          A grande questão consiste em saber para onde vão nossos últimos valores. Quando se lê notícias espalhadas por aí dizendo o que todos sabem, que certas Facções do crime, que são mais organizadas do que nós, têm suas próprias trilhas sonoras feitas por DJ’s contratados com o dinheiro fácil das drogas, rolando em rádios comunitárias escrachadamente, e qualquer criança pode ouvi-las nos Dial’s de maior alcance ajudando a deseducá-las (por que ela acaba repetindo até mesmo um palavrão com sua inocência), e você a pergunta de onde ela tirou tal absurdo, eis o que ela responde: – É a música que tá tocando no rádio, pô! 

          Mas, à parte de toda esta bagunça, se concentra uma multidão que, por pura falta de noção, as grandes gravadoras ainda não enviaram seus olheiros, deixando assim de ganharem dinheiro com os resultados surpreendentes de bandas do chamado Rock Underground, com grandes talentos para composições próprias, presença de palco, e acima de tudo perseverança. Perseverança, não porquê acreditam que o Sr. Faustão ou o Sr. Gugú irão abrir as portas de seus Teatros e deixá-los mostrar suas obras assim de mão beijada para o Brasil e o Mundo sem se arrecadar o famoso “jabá”, mas porquê simplesmente gostam de criar e não plagiar, como é comum se ver por aí.

         Essas bandas tiram seus entusiasmos dos aplausos por reconhecimento ao esforço. Afinal, em 99% das apresentações não rola cachê e, pra se ter idéia, na Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, onde existe um maior volume destes artistas, alguns lugares pagam os artistas com cerveja barata e vinho quente; isso quando não acontece do músico carregar sua própria caixa acústica nas costas, literalmente. Contudo, se divertem com a teoria de que pode haver reconhecimento sem ser notado pelos meios de comunicação em massa e continuam nos point’s do submundo, tocando a vida.

Renato Moraes

criado por focasemacao    20:02 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

27/5/09

CINEMA E CONVERSAS

      

Sábado. Agora, o mês não me lembro, mas isso não é importante. Eu e meu irmão fomos para casa do nosso pai, na Barra e, depois de um dia sem fazer nada demais, a noite chegou e com ela o tédio. Decidimos ir ao shopping e ao cinema só para dar uma volta mesmo. Fomos direto para ver os horários dos filmes e, depois de algumas discussões, decidimos ver “Antes de Partir”.

Demos umas voltas e, como sempre, paramos na Fnac e na Saraiva, praticamente na hora do filme. Isso porque nunca conseguimos chegar antes, só se não sairmos para dar uma volta. Entramos na sala. Não estava muito cheia, era praticamente a última sessão, sentamos e começamos a conversar esperando o início do filme.

Agora, quem conhece a mim e ao meu irmão, sabe como somos quando estamos juntos, quase toda conversa se transforma numa mini discussão, mesmo tendo a mesma opinião conseguimos não concordar. Ficamos conversando, ele contando coisas do colégio que estudava, São Bento, e eu rindo e zoando ele como sempre. O filme começou, vimos e fizemos alguns comentários como sempre. Assim que acabou, nos levantamos e saímos, tudo muito normal não é? Mas, quando estávamos descendo as escadas, alguém nos chamou. A partir daí nada mais foi normal.

Paramos e vimos três pessoas, uma menina e dois meninos. A garota veio falar com a gente e os outros dois ficaram olhando. Ela chegou e falou que era estudante de cinema, e que com uns amigos, estava fazendo um curta metragem. Até ai tudo bem, mas eu ainda estava pensando: e o que a gente tem haver com isso? Ela continuou falando, disse que sabia que aquilo era estranho mas que ela não era nenhuma maluca. A gente riu e foi aí que ela falou, que escutou e viu toda a nossa interação no cinema. E que o meu irmão era perfeito para o personagem do filme deles. Perguntou se podia pegar o telefone e e-mail dele, para fazer umas perguntas e ajudar na construção do personagem.

Ok, para tudo! Ela ficou o tempo todo observando a gente, o quanto estranho é isso? E depois teve a coragem de vir e falar isso tudo! Mas já devia imaginar, sempre quando a gente sai junto alguma coisa estranha como essa, ou pior, acontece. Mas enfim, meu irmão deu o e-mail dele, porque bem ou mal a menina foi muito simpática, e fomos embora rindo.

Durante a semana ela mandou e-mail para ele com a historia do filme e falando do personagem. Só que nem ele, nem eu, ainda tínhamos entendido o que ela realmente queria. Depois não só ela, mas como os dois amigos, adicionaram meu irmão no orkut e mandaram e-mails. Um tempo depois veio a verdade: eles queriam que meu irmão atuasse no filme. Uma pequena observação: o personagem andava pela cidade com os olhos tampados como se fosse cego.

Quando meu irmão me contou só pude rir, ele falou para ela que não era, não queria e não tinha um pingo de talento para ser ator. Eles ficaram insistindo durante dias, até que meu irmão falou que estava ocupado com o vestibular e não podia mas fazer nada por eles. Eu só ria e zoava ele, depois que eles pararam de persegui-lo, ele virou e me falou que a partir daquele dia quando a gente saísse não íamos mais conversar alto, ele ia ficar atento às pessoas e não ia mais dar assunto a desconhecidos.

É claro que nada mudou, continuamos fazendo as mesmas coisas e pessoas continuam deixando a gente de boca aberta e sem saber o que aconteceu. Mas é o que eu digo, só no Brasil, só no Rio de janeiro e só cariocas mesmo para serem assim e pegarem intimidade com as pessoas em uma conversa.

                                                                                  

  Fernanda France

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4/5/09

SER CARIOCA É…

Ser Carioca é… Começar alguma conversa com o usual “olha só…” Ser marrento porque pode ser… afinal, olhe só onde a gente mora! Dar inveja nos “não cariocas” pelo simples fato de sermos cariocas… Indignar-se com a inveja dos “não cariocas” com o habitual “faaala sério” Tratar tanto homens quanto mulheres de “cara” sem que isso seja considerado afronta… É comer pizza com catchup sim, e daí?!?! Ter certeza de que esta é a cidade mais linda do mundo, Falar com o “R” arrastado e com o “S” com som de “X” e exagerar ainda mais quando está perto de paulistas; Saber que as maiores torcidas do mundo estão aqui! Saber que o maior estádio do mundo é o Maracanã; Saber que a maior floresta urbana do mundo é a Floresta da Tijuca; Saber que a maior favela do mundo é a Rocinha; Entender porque a maioria dos estrangeiros acham que o Rio de Janeiro é a capital do Brasil; Aplaudir o pôr-do-sol no posto 9; Beber no AM/PM antes da night Comer no Cervantes depois da night; Parar no meio da night estrategicamente no Bar do Osvaldo e depois…… (quem conhece sabe… quem nunca foi vai continuar na curiosidade) Chegar na boate à uma da manhã; Ver o nascer do sol na praia depois da night; Ficar feliz com o horário de verão começa, porque isso significa uma hora a mais na praia; Agir com naturalidade ao encontrar artistas globais na rua; Buzinar assim que o sinal abre; Tomar mate sempre que estiver com sede; Torcer para alguma escola de samba, mas viajar no carnaval por que a cidade fica cheia de paulistas; Sair no bloco do Suvaco e no Simpatia é quase amor; Sair da Faculdade na segunda-feira e passar no Baixo-Gávea pra tomar uma gelada. Ir à praia sempre no mesmo lugar; Acampar na Ilha Grande pelo menos uma vez na vida; Odiar os argentinos que vão para Búzios nas férias e tratam as brasileiras como lixo; Passar horas na academia, nem que seja fazendo social; Ter amigos no condomínio onde mora; Ter amigos na academia onde malha; Fazer amigos na praia; Ir ao shopping fazer compras e não fazer social, porque isso é coisa, de paulista; Saber que as obras do “Rio Cidade” foram desnecessárias, mas até que ficaram bonitinhas; Odiar a atual situação das praias da Zona Sul; Estar sempre perto de uma favela; Morrer de rir ao ver paulistas dançando funk na televisão, como se esta fosse a última moda; Usar os engarrafamentos para comprar biscoito Globo e apreciar a paisagem; MAS PRINCIPALMENTE… Amar e respeitar muito esta cidade porque, mesmo com todos os seus problemas, ela é a CIDADE MARAVILHOSA!!!!!!

Autor Desconhecido

A equipe “Focas em Ação” optou por publicar esse texto de um autor desconhecido para mostrar o perfil que o blog terá, falando sempre  do Rio de Janeiro, do carioca, dos seus problemas, e por que não das suas belezas?

A partir de agora, teremos apenas textos escritos pela nossa equipe.

Uma boa leitura!

E aproveitem para mandar comentários sobre a cidade do Rio de Janeiro, sejam críticas, sugestões, dicas…

 

criado por focasemacao    10:45 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,
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